
Egberto Santana
Publicado em 30 de julho de 2026 às 12:57h.
Você já imaginou estar entre os selecionados para uma imersão de inovação e empreendedorismo de uma semana na China, com tudo pago? Esse é um dos benefícios que será concedido aos vencedores do Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário de 2026.
As inscrições do Prêmio Na Prática já estão abertas, e cinco ganhadores (um de cada região do país) serão premiados em um evento em outubro em São Paulo. Para aumentar suas chances, nada melhor do que perguntar o que os 15 finalistas da edição de 2025 tinham em comum.
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Eles representavam as cinco regiões do país, com três selecionados em cada uma.
No momento da inscrição, os participantes tinham entre 20 e 30 anos, sendo que a maior concentração (sete finalistas) era na faixa dos 22 aos 23. Também havia três estudantes com 20 ou 21 anos, outros três com 24 ou 25 e dois acima dos 28.
Além disso, foram oito homens e sete mulheres entre os finalistas do ano passado.
Mais do que idade, gênero ou estado de origem, o grupo demonstra que estudantes de diferentes contextos podem ser reconhecidos. Lembrando que no Prêmio cada estudante concorre apenas com os colegas da própria região. Isso significa que quem estuda na região Norte disputa com universitários desses estados e assim por diante.
A pesquisa científica estava presente em pelo menos seis trajetórias. Narayane, Juliana, Emilly, Gabriela, Hugo e José Emanuel desenvolveram iniciativas ligadas a ciência, saúde, tecnologia, meio ambiente ou inovação.
O empreendedorismo também teve bastante espaço. Diogo, Ana Clara, Rafaela, João Gabriel e José Emanuel participaram da criação de startups, negócios ou soluções próprias durante a graduação.
Naomi, Gláuber e Pedro inscreveram projetos ligados a ações humanitárias ou sociais. Já Andrês, Hugo e Maurício desenvolveram soluções inovadoras no estágio ou no trabalho.
Em muitos casos, essas iniciativas não tinham apenas um objetivo comercial. Alguns jovens estavam à frente de iniciativas que buscavam resolver desafios relacionados à saúde, acessibilidade, sustentabilidade, educação ou empregabilidade.
Alguns nomes aparecem duas vezes, porque é possível (e desejável) inscrever mais de uma atividade que você desenvolve no processo seletivo do Prêmio.
As Engenharias foram a área mais presente entre os finalistas, com sete representantes. Havia estudantes de engenharia elétrica, aeroespacial, civil, de energia e da computação.
Logo em seguida veio Medicina com três finalistas, Direito com dois, e Ciências Exatas, Ciências Econômicas e Ciências Biológicas tiveram um representante cada. A variedade mostra que não existe um curso obrigatório para participar.
Os estudantes envolvidos com esporte, arte, cultura, dança, música, ações humanitárias ou projetos sociais também podem se inscrever. Essas trajetórias, inclusive, são muito incentivadas porque mostram outras formas de liderança e impacto dentro da universidade.
Já em se tratando de onde estudavam, a maioria dos finalistas veio de instituições públicas: foram 13 entre os 15 selecionados. Os outros dois eram do Insper e da PUC Goiás — neste caso, estamos falando da ganhadora nacional Gabriela Mendanha. Ou seja: o tipo de universidade não define quem pode chegar à final.
Dois pontos unem os 15 finalistas: a capacidade de serem protagonistas ao tirar ideias do papel e também de mostrar resultados. Muitos candidatos trouxeram números de pessoas atendidas, usuários alcançados por seus produtos, recursos conquistados, processos melhorados ou estudantes impactados.
Ana Clara, por exemplo, criou uma plataforma de empregabilidade jurídica com mais de 5 mil usuários. Naomi liderou uma iniciativa de planejamento familiar que beneficiou centenas de mulheres, enquanto Pedro participou de expedições responsáveis por milhares de atendimentos de saúde.
Isso não quer dizer que você precise ter números gigantescos. Um projeto menor também pode ser relevante quando fica claro qual problema ele resolveu, qual foi a sua participação e o que mudou depois da sua atuação.
As inscrições para o Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário 2026 são gratuitas e vão até 9 de agosto. Estudantes de todos os cursos, regiões e tipos de instituição de ensino superior podem participar, assim como jovens que concluíram a graduação no primeiro semestre de 2026.
Ao final da seleção, serão escolhidos três finalistas de cada região do Brasil. Os 15 viajarão para São Paulo, com as despesas pagas, para participar de uma experiência de formação, encontros com representantes das empresas parcerias, apresentação para a banca de avaliação final e, é claro, da cerimônia de gala de premiação.
Os finalistas da última edição não tinham a mesma idade, não estudavam o mesmo curso e desenvolveram todo tipo de projeto. O que eles tinham em comum era a vontade de fazer acontecer. Isto é, o protagonismo universitário. A próxima história premiada pode ser a sua.
Se você também desenvolveu um projeto de impacto durante a graduação, vale a pena participar do Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário 2026.