Como conseguir bolsas de estudo na Europa pelo programa Erasmus

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Marcela Marcos

Publicado em 1 de junho de 2026 às 18:49h.

Estudar em outro país parece, para muita gente, um projeto distante. Principalmente quando entram na conta mensalidades em euro, custo de vida elevado e burocracia que muda dependendo do país escolhido. Entretanto, existe um caminho mais prático para transformar esse plano em realidade: as bolsas de estudo na Europa oferecidas por programas da própria União Europeia.

Entre eles, um dos mais conhecidos é o Erasmus Mundus, iniciativa que financia mestrados internacionais e atrai candidatos do mundo todo, inclusive brasileiros.

O programa chama atenção porque vai além da isenção de mensalidade. Em muitas modalidades, a bolsa chega a 1.400 euros e cobre taxas acadêmicas, seguro-saúde e ainda oferece auxílio financeiro mensal para moradia, transporte e demais custos do dia a dia.

Se você está no começo da carreira e pensa que estudar em outro país é um projeto para outro momento da vida, este texto foi escrito para fazer você repensar isso.

O que é o Erasmus Mundus, a famosa bolsa de estudos na Europa?

Como dissemos, o Erasmus Mundus é um programa da União Europeia criado para incentivar cooperação acadêmica global e atrair estudantes de diferentes países.

Seu diferencial está no formato. Diferentemente de um mestrado tradicional, em que o aluno estuda em uma única universidade, o Erasmus costuma funcionar em consórcio entre instituições de países diferentes. Isso significa que, ao longo do curso, é comum passar por duas ou mais universidades parceiras.

Um estudante pode começar o curso em Portugal, passar um semestre na França, desenvolver pesquisa na Alemanha e concluir o programa na Holanda. Tudo dentro da mesma formação.

A mobilidade acadêmica é parte da proposta e pesa no currículo.

Dependendo do curso e do edital, a bolsa pode incluir isenção das taxas acadêmicas, auxílio mensal para custo de vida, seguro-saúde, apoio com processos migratórios e documentação, e rede de apoio para adaptação acadêmica.

Como montar uma candidatura forte para bolsas de estudo na Europa?

A seleção para o Erasmus costuma analisar o conjunto da sua trajetória. Por isso, organização faz muita diferença. Siga nosso passo a passo para não se perder.

 1) Pesquise no catálogo oficial de cursos

O primeiro passo é explorar o catálogo do Erasmus Mundus e entender quais programas fazem sentido para sua formação e seus objetivos.

Vale se perguntar se o curso conversa com sua graduação, se ele faz sentido para sua carreira, se você tem experiência ligada ao tema e se você tem bons argumentos para construir sua candidatura.

Um erro comum é aplicar para programas aleatórios só porque oferecem bolsa. Foco costuma funcionar melhor.

2) Organize a documentação com antecedência

Boa parte dos candidatos perde tempo — e chance — por subestimar burocracia internacional.

Normalmente, o processo pede:

  • diploma de graduação;
  • histórico escolar;
  • currículo;
  • passaporte válido;
  • cartas de recomendação;
  • carta de motivação;
  • certificados extras;
  • traduções oficiais, quando necessário.

Se você está pensando em aplicar para o Erasmus, já salva a lista acima para não esquecer nenhum documento importante.

Além disso, muitos candidatos usam o formato Europass para currículo, bastante reconhecido no mercado europeu.

Já a última dica pode parecer o clichê dos clichês, mas ainda vale: comece o quanto antes. Reunir a documentação internacional é uma tarefa que raramente se resolve em poucos dias. Então comece agora para evitar surpresas.

3) Comprove proficiência no idioma

A maioria dos programas usa o inglês como idioma principal e exige exames como IELTS ou TOEFL. Como essas provas têm custo e seu certificado tem prazo de validade, vale pesquisar com antecedência a pontuação mínima exigida, as datas disponíveis, o prazo para divulgação de resultados e a necessidade de envio do certificado de forma oficial.

4) Capriche na carta de motivação

A carta de motivação é uma das partes mais decisivas da candidatura. Ela precisa responder por que esse programa, por que agora, por que você e o que você pretende construir depois.

Os textos que mais funcionam conectam trajetória acadêmica, experiência profissional, interesse pelo tema e impacto futuro da formação. Carta padrão (ou escrita apenas pela IA) costuma ser fácil de identificar e pode ser logo descartada.

Leia Mais: Carta de intenção: como escrever para ser escolhido?

Os erros mais comuns de quem busca bolsas de estudo na Europa

Alguns deslizes aparecem com frequência. Evite aplicar para todos os programas ao mesmo tempo. Esses processos levam tempo e você vai precisar escolher quais quer priorizar.

Outro é enviar carta padrão, quando cada candidatura precisa ser personalizada. Como dissemos, não tem problema medir apoio da IA para escrever o depoimento. Mas não se esqueça de revisar o texto para deixá-lo com o seu tom e para certificar que todas as suas experiências mais relevantes estão conectadas.

Há ainda quem ignore prazos ou subestime a necessidade de inglês. Por fim, há um erro que gera muita frustração: quem espera ter o currículo perfeito para aplicar e nunca se inscreve. Dessa maneira, as chances de sair do Brasil para estudar são nulas.

Vale lembrar que a seleção não olha apenas nota. A experiência profissional, participação em pesquisa, voluntariado, projetos e clareza de propósito também contam bastante.

Por que estudar em outro país pesa no currículo?

Se você está lendo este texto, é porque já tem interesse em bolsas de estudo na Europa. Afinal, é comum conhecer algum colega de trabalho que estudou, mesmo que por alguns meses, fora do país e agora está recebendo o reconhecimento por essa iniciativa.

É que experiências internacionais costumam desenvolver habilidades que o mercado valoriza, especialmente no início da carreira.

Entre elas:

Publicações como a Harvard Business Review destacam que experiências multiculturais aumentam flexibilidade cognitiva e capacidade de resolução de problemas — duas competências muito valorizadas em empresas globais.

No currículo, isso costuma sinalizar algo importante: capacidade de navegar bem em contextos complexos. E isso abre portas tanto no Brasil quanto fora dele.

Leia Mais: Como escolher quando e onde fazer o seu intercâmbio?

A experiência internacional é uma das maneiras de você desenvolver sua carreira. Agora, se você quiser aprender como traçar um plano de carreira alinhado à sua identidade e ambições, confira o curso online e gratuito Decisão de Carreira, do Na Prática. Acesse aqui!

FAQ — dúvidas frequentes sobre bolsas de estudo na Europa

É possível conseguir bolsas de estudo na Europa sendo brasileiro?
Sim. Diversos programas internacionais, como o Erasmus Mundus, recebem candidaturas de brasileiros e oferecem financiamento parcial ou integral para mestrado, doutorado e outras formações.

Precisa falar inglês para estudar pelo Erasmus?
Na maioria dos cursos, sim. Programas internacionais costumam exigir comprovação formal de proficiência por exames como IELTS ou TOEFL.

Só quem teve notas altas pode conseguir bolsa?
Não necessariamente. Histórico acadêmico importa, mas experiência profissional, projetos relevantes, voluntariado, pesquisa e uma boa carta de motivação também pesam bastante.

Vale a pena disputar bolsas de estudo na Europa?
Para quem busca formação internacional, networking global e diferenciação profissional, pode ser uma experiência transformadora — tanto academicamente quanto para a carreira.

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